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23 março 2012

Caminhar diminui a predisposição genética para obesidade

Passar muitas horas à frente da televisão pode agravar a tendência genética para a obesidade, embora esse efeito possa ser reduzido para metade através de uma caminhada vigorosa de meia hora por dia, sugere um estudo da Harvard School of Public Health, citado pelo ALERT Life Sciences Computing.

“Enquanto que estudos anteriores se debruçaram em como a actividade física afectava a predisposição genética para a obesidade, este é o primeiro estudo que analisa o efeito directo do comportamento sedentário no índice de massa corporal (IMC), nos indivíduos com predisposição genética para a obesidade”, revelou em comunicado de imprensa o autor do estudo, Qibin Qi.


Para este estudo os investigadores contaram com a participação de 7.740 mulheres e 4.564 homens, os quais fornecerem informações sobre a prática de actividade física e visualização de televisão, dois anos antes de analisarem o seu IMC.

Os investigadores calcularam a predisposição genética para a obesidade tendo por base 32 genes conhecidos por aumentar o IMC. O estudo apurou que cada um dos genes estava associado com um aumento de cerca de 0,13 kg/m2 do índice de massa corporal. Contudo, esse efeito era menor para as pessoas que tinham níveis mais elevados de actividade física. Adicionalmente foi também constatado que, o efeito genético no IMC foi mais pronunciado nos indivíduos que passavam cerca de 40 horas, por semana, a ver televisão do que para aqueles que despendiam apenas uma hora ou menos por semana.

Os investigadores verificaram que caminhar uma hora por dia, de forma vigorosa, estava associada com uma redução de 0,06 kg/m2 do efeito genético no índice de massa corporal e que cada duas horas a mais a ver televisão estava associada com um aumento de 0,03 kg/m2 do efeito genético no IMC.

Os autores do estudo concluem assim que uma maior actividade física atenua a predisposição genética para o aumento do IMC, enquanto que uma vida sedentária acentua os efeitos genéticos no IMC. Os resultados sugerem que tanto o aumento da actividade física como a diminuição dos comportamentos sedentários podem influenciar a predisposição genética para a diminuição do IMC.

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