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28 novembro 2010

Comunicado ABESO Sobre Retirada do Reductil do Mercado Brasileiro

A Empresa Farmacêutica Abbott está retirando, espontaneamente, do mercado brasileiro, o Reductil (monoidrato de sibutramina), seguindo a mesma conduta adotada em outros países. Por enquanto, não existe por parte da ANVISA (Agência de Vigilância Sanitária) nenhum parecer contrário (também nenhum a favor) à manutenção das outras marcas de sibutramina no mercado. A ABESO já afirmou inúmeras vezes a importância da manutenção desta opção terapêutica para o tratamento dos obesos, sempre respaldados na vasta literatura existente. É uma medicação de custo acessível, segura quando bem indicada e eficaz na redução do peso, o que acarreta melhora significativa das complicações associadas ao aumento de peso. A generalização de resultados clínicos de um único estudo de desenho no mínimo equivocado (estudo SCOUT- Sibutramine Cardiovascular OUTcomes) conduziu a uma reação em cascata, culminando na solicitação da retirada do medicamento pelo laboratório Abbott, do mercado de vários países. Neste estudo, feito com indivíduos com 55 anos ou mais, o aumento de risco de evento cardiovascular ocorreu nos pacientes que usaram sibutramina e tinham doença cardiovascular prévia . Não se indica o uso de sibutramina para indivíduos com mais de 60 anos com doença coronariana, hipertensão arterial não controlada, insuficiência cardíaca, história de acidente vascular cerebral ou arritmias. Portanto, os achados do estudo SCOUT não podem ser extrapolados para toda a população com excesso de peso.

Não existe medicamento sem eventos adversos. Os anti-hipertensivos, os antipsicóticos, a aspirina, os diuréticos e todos os outros também têm efeitos colaterais. E são usados, e como!!! Os efeitos não desejáveis com o uso da sibutramina são bem menores do que os efeitos de muitas dessas drogas citadas. A hipertensão e a taquicardia, efeitos tão temidos com a sibutramina, não são frequentes e podem ser bem controlados. Por outro lado, a redução de peso obtida com o tratamento medicamentoso melhora de forma importante a glicemia, as dislipidemias e outras complicações que, em longo prazo, deterioram a saúde do indivíduo e aumentam a mortalidade.

Esperamos, fortemente, que o Ministério da Saúde e seus órgãos competentes concordem conosco, considerando a relação benefícios/riscos favorável à sibutramina, e não suspendam a sua utilização. Não teremos o Reductil, mas já existem outras marcas igualmente confiáveis no mercado.

Dra. Rosana Bento Radominski
Presidente da Associação para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica – ABESO

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