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27 dezembro 2009

A cereja do bolo e a gordura trans

Enquanto eu aguardava os alunos para dar uma aula de bike no clube presenciei a conversa entre dois funcionários que questionavam sobre qual seria o cardápio para o almoço daquele dia. Um deles disse assim:
"A comida é boa, o problema é o bacon que colocam todos os dias no feijão, isso faz mal para o coração."
Ouvi aquilo e refleti.

Definitivamente o problema não é o bacon! O bacon é a cereja do bolo!

Vamos voltar no tempo... Nossos avós, bisavós, comiam muita gordura animal, as frituras eram feitas na banha, não existia epidemia de obesidade, as pessoas não tinham tantos problemas cardiovasculares. Qual a mágica que eles faziam?

Eles gastavam mais energia. O gasto calórico acontece o tempo todo, até dormindo gastamos, pois nosso organismo não pára de funcionar. Contudo fomos induzidos a achar que apenas atividades onde há um alto gasto energético é que nos faz emagrecer. Gastamos muito mais energia somando 23 horas dos dia do que naquela uma hora que nos dedicamos à academia.
Em 1950 a TV chegou ao Brasil, com a Tupi, os poucos aparelhos eram privilégio dos ricos. As pessoas da família se reuniam em torno da TV para assistí-la, era um verdadeiro evento. As crianças brincavam na rua e os adultos se envolviam em outras atividades. Ter carro também era um luxo, muitas pessoas caminhavam vários quilômetros para trabalhar ou estudar. Imagine agora as inúmeras pequenas atividades diárias que foram facilitadas pelos avanços tecnológicos e no quanto deixamos de gastar por não a executarmos mais. Parece besteira, mas imagine quanto gastávamos em um ano para girar a manivela do vidro do carro, para mudar o canal no seletor da tv, para datilografar uma carta, para lavar roupa na mão...e por aí vai.

Os avanços da tecnologia não nos trouxe apenas mais conforto e facilidades do ponto de vista motor, houve também uma salto na variedade de oferta de alimentos industrializados, alguns de preparo instantâneo. O uso da gordura trans nesses alimentos os deixaram mais atraentes ao nosso paladar, incentivando ainda mais o seu consumo. Isso acontece paralelamente, ao mesmo tempo que reduzimos nosso gasto calórico ingerimos uma substância que favorece o aumento do colesterol ruim. E o problema da gordura trans não pára por aí. Uma recente pesquisa feita na UNICAMP sugere que a gordura trans contribui para a perda de neurônios que ajudam no controle do apetite.

Nossos avós eram mais ativos e se alimentavam melhor, tinham hábitos mais saudáveis. Não existe mágica, é preciso mudar o comportamento, se não vamos abrir mão das comodidades que a tecnologia nos oferece, precisamos substituir por exercícios. Quanto à alimentação o jeito é optar por alimentos naturais, evitar os industrializados e prestar atenção na composição deles. Não será o bacon do feijão que fará você engordar ou ter um infarto, pois problema é o bolo e não a cereja!

2 comentários:

Geraldo disse...

Olá Denise,

O histórico foi muito bem desenvolvido, a diminuição de atividade fisicas vinculado as inovações tecnológicas trouxeram para a redução brutal dos gastos energéticos.

Parabéns pelo post

Abraço

Vania San disse...

Amiga:

vou postar as tarefas do livro "Pense Magro", serão 42 dias seguindo as tarefas do livro, se quiser acompanhar, seja bem vinda!

já postei a primeira tarefa, está no post de 14 de janeiro.

Beijos

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