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12 outubro 2008

Gordo, eu?????

Por: Desconstruindo

Eu poderia começar este post falando sobre metabolismo basal, alterações hormonais, fatores genéticos, desequilíbrio entre ingestão de alimentos e atividade física, entre tantos outros termos comuns aos consultórios médicos que cairam no gosto popular quando o assunto é aumento de peso e obesidade. Mas, ao invés disso, vou contar uma pequena histórinha, que representa um período de minha vida pessoal:

Esta história começa quando, com 19 anos, eu passei no concurso público do Corpo de Bombeiros do Paraná. Na época, eu praticava artes marciais e treinava quase todo dia, tanto é que eu pesava 69Kg distribuidos em 1,78m de altura, e usava calça nº 38.

Nos 04 meses que durou o curso de formação de soldados, meu peso seguiu uma escala ascendente até os 71Kg. 03 quilos em quatro meses!!! Vá lá que a preparação física não era nenhuma moleza, mas até hoje não encontro outra explicação a não ser que comecei a comer como um cavalo (hábito que infelizmente me acompanhou por um bom tempo).

Depois do curso de formação de soldados, já com as divisas de soldado, depois de alguns plantões na Vila Operária (bairro de Maringá, no noroeste do Paraná), fui escalado para trabalhar em Iguatemi (distrito de Maringá, a meio caminho de Paranavaí, onde eu morava). Ali, como não havia nada pra fazer, eu e o colega que estava escalado comigo no plantão, passavamos o dia inteiro vendo televisão e comendo. E para ajudar, acabei relaxando legal com a atividade física, e nos dois meses que fiquei escalado ali, meu peso foi de 71Kg para 79Kg. As calças da farda já não queriam entrar direito, ficavam apertadas, e tive que trocar quase metade do meu guarda-roupas. Também, 10Kg em seis meses…

Depois, fui transferido para o quartél de Paranavaí, onde o povo também comia muito bem, e para colaborar com o meu aumento de peso e eu conseguir ir para a faculdade nas noites de plantão, assumi o posto como rancheiro (nome que se dá ao cozinheiro nos sistemas militares: Exército, Marinha, Aeronáutica, polícias militares e corpos de bombeiros militares). Se por um lado este período me foi muito bom por ter adquirido uma certa experiência de cozinha, também contribuiu para que rapidamente eu fosse parar nos 81Kg. Proporcional à minha preguiça, estava ficando cada vez maior, meu peso também só aumentava, e fui parar nos 83Kg.

Em julho de 1997, eu passei no concurso interno para sargentos, com data de início em 04 de agosto, na Academia Policial Militar do Guatupê, em São José dos Pinhais, do ladinho de Curitiba. Lembro até hoje que comecei o curso com 84Kg e terminei com 90Kg.

Depois do curso de formação de sargentos, fui transferido para Cambé, cidade vizinha de Londrina, no norte do Paraná. Ali eu permaneci por quase sete anos, e o meu peso teve um crescimento exponencial, indo de 90Kg a 103Kg nesse período.

Hoje, cinco anos depois, peso 109Kg. Tá, você deve estar pensando, e daí? Li esta história de descaso com o próprio corpo até agora pra quê?

Antes de te responder, vamos a uns números interessantes: em aproximadamente 13 anos eu engordei 40Kg, o que dá uma média de 3.077gr por ano, ou 8,430gr por dia. Pode não parecer muito, mas você sabe o quanto tem que malhar para perder 8,430gr? Não sabe? Eu te digo:

- Se para cada grama de gordura em nosso corpo se formar, foi preciso você ingerir 9 calorias, para juntar 8,5gr você precisa ingerir entre 76 a 77calorias. Pode parecer pouco, mas você vai ver que não é…

- Para queimar essas 77 calorias você precisa caminhar, a uma velocidade média de 5Km/h, por 19 minutos; ou então andar 20 minutos de bicicleta, a uma velocidade média de 10Km/h.

Isso só para queimar a gordura que acumulou no dia, fora o excesso que já está alojado no seu corpo.

Hoje peso 109Kg e não posso jogar a culpa em ninguém, a não ser em mim mesmo. Anos de sedentarismo, com uma alimentação totalmente errada, riquíssima em gordura e açúcares fizeram um estrago razoável em minha silhueta, e felizmente ainda não atingiu a minha saúde, mas sabemos que o excesso de peso e a obesidade são responsáveis por uma série de problemas de saúde, vão desde uma impotência sexual ao infarto e ao acidente vascular isquêmico (veia entupida no cérebro), passando pelo diabetes e problemas ósteo-articulares.

Se você se identificou com a minha história em algum ponto, perceba que não é difícil interromper essa trajetória, mas demanda um pouco de esforço, que vai mexer com a nossa preguiça inércia habitual:

O primeiro passo é começar uma atividade física. Qual atividade física é melhor? A que te dá mais prazer em fazer. Qualquer atividade física é melhor do que o sedentarismo. Vá jogar bola, dançar, correr, fazer musculação, etc. Desde que seja regular, ou seja, você faça no mínimo 3 vezes na semana, e a atividade dure, pelo menos, 30 minutos. Eu pessoalmente acho que só três vezes na semana, por 30 minutos, é muito pouco, mas é melhor do que nada.
O segundo passo é fazer uma Reeducação Alimentar. Reeducação Alimentar NÃO É REGIME NEM DIETA. Se você faz regime ou dieta, infelizmente eu tenho uma péssima notícia para você: elas não adiantam de nada. Basta parar com o regime ou a dieta que você, em pouquíssimo tempo, volta a engordar de novo. A reeducação alimentar faz com que você mude seus hábitos definitivamente. Para poder dar certo, a reeducação alimentar tem que ser feita aos poucos, para que os novos hábitos sejam aceitos pelo seu organismo.
O terceiro passo é eliminar os alimentos gordurosos e o excesso de açúcar de sua alimentação. Isso inclui o péssimo hábito de tomar refrigerantes todos os dias. Se é para abusar, escolha um dia na semana e enfie o pé na jaca, coma todas as porcarias que você desejar, beba tudo o que quiser, mas não esqueça que é apenas um dia na semana, e no outro dia volte a ter uma alimentação mais moderada e o importante, não pare com a atividade física.
Espero que este post sirva de inspiração para que você, como eu, expulse a preguiça e saia desse atoleiro que é o sedentarismo e comece a exorcizar o seu excesso de peso.

Leia também:
Porque queremos tanto emagrecer?
Eu no Spa - uma história sem final feliz

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