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12 outubro 2008

Dia Nacional de Combate à Obesidade

Por: Rosa 147

A obesidade, doença crônica caracterizada pelo exagerado acúmulo de gordura a ponto de comprometer a saúde, é a doença do século XXI. Considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) uma epidemia global, a obesidade deixou de ser uma preocupação estética e se tornou um problema de saúde pública.Ela é a conseqüência do excesso de ingestão alimentar e uma redução do gasto energético correspondente a essa maior ingestão. O aumento da ingestão também pode estar associado à modificação de sua qualidade, bem como o gasto energético pode estar relacionado a doenças em que a obesidade é decorrente de distúrbios hormonais.Alguns médicos apontam que a obesidade genética abrange 5% dos casos. Outros já acreditam que esse valor chega a 30%.
O excesso de gordura corporal não provoca sinais e sintomas diretos, salvo quando atinge valores extremos. Independente da severidade, o paciente apresenta importantes limitações estéticas, acentuadas pelo padrão atual de beleza, que exige um peso corporal até menor do que o aceitável como normal.
Pacientes obesos apresentam limitações de movimento, tendem a ser contaminados com fungos e outras infecções de pele em suas dobras de gordura, com diversas complicações, podendo ser algumas vezes graves. Além disso, sobrecarregam sua coluna e membros inferiores, apresentando a longo prazo degenerações (artroses) de articulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos, além de doença varicosa superficial e profunda (varizes) com úlceras de repetição e erisipela.
A obesidade é fator de risco para uma série de doenças ou distúrbios que podem ser:
  • Hipertensão arterial
  • Distúrbios lipídicos
  • Doenças cardiovasculares
  • Hipercolesterolemia
  • Doenças cérebro-vasculares
  • Diminuição de HDL ("colesterol bom")
  • Diabetes Mellitus tipo II
  • Aumento da insulina
  • Câncer
  • Intolerância à glicose
  • Osteoartrite
  • Distúrbios menstruais/Infertilidade
  • Coledocolitíase
  • Apnéia do sono

Assim, pacientes obesos apresentam severo risco para uma série de doenças e distúrbios, o que faz com que tenham uma diminuição muito importante da sua expectativa de vida, principalmente quando são portadores de obesidade mórbida.
A forma mais amplamente recomendada para avaliação do peso corporal em adultos é o IMC (índice de massa corporal), recomendado inclusive pela Organização Mundial da Saúde. Esse índice é calculado dividindo-se o peso do paciente em kilogramas (Kg) pela sua altura em metros elevada ao quadrado (quadrado de sua altura) (ver ítem Avaliação Corporal, nesse site). O valor assim obtido estabelece o diagnóstico da obesidade e caracteriza também os riscos associados conforme apresentado a seguir:

  • 18 a 24,9 Peso saudável Risco Ausente
  • 25 a 29,9 Sobrepeso ( Pré-Obesidade ) Risco Moderado
  • 30 a 34,9 Obesidade Grau I Risco Alto
  • 35 a 39,9 Obesidade Grau II Risco Muito Alto
  • 40 ou mais Obesidade Grau III ("Mórbida") Risco Extremo

Conforme pode ser observado, o peso normal, no indivíduo adulto, com mais de 20 anos de idade, varia conforme sua altura, o que faz com que possamos também estabelecer os limites inferiores e superiores de peso corporal para as diversas alturas conforme a seguinte tabela :


No Faça as pazes com a balança, de Roberta Alves, uma ex-gorda que fala sobre a experiência adquirida no processo antes, durante e após o emagrecimento, somada a constantes estudos, encontramos farto material de qualidade.Este é o último post da Roberta:
Você quer mesmo emagrecer?

Peço que faça as seguintes perguntas a você e responda sinceramente, independente de tudo e de todos:
- Você realmente quer emagrecer?Se a resposta for sim, então responda:

- Qual o motivo (ou quais) de você permanecer gordo? O que o impede de emagrecer definitivamente?

- O que perde continuando gordo?

- O que ganhará sendo magro?

- Quantos quilos você quer ter?

- Como imagina a sua vida sendo magro? Quais são os benefícios?

Ao fazer essas perguntas a si mesmo, certamente terá respostas valiosas e fundamentais ao seu processo de emagrecimento definitivo.Quando está em uma situação que deseja mudar, precisa saber muito bem o que é bom nela (se é que há) e o que não é, para se permitir ficar com o que é útil e descartar o que o desagrada e/ou prejudica.Precisa saber onde está e para onde quer ir, de maneira clara e objetiva, senão poderá se perder no meio do caminho. Então, saiba o que já tem e pode ser útil no seu processo de emagrecimento (nem que seja a experiência de várias tentativas em emagrecer) e o que lhe falta (nesse aspecto conte comigo para o que eu puder ajudar), para assim chegar ao seu objetivo de uma vez por todas.



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